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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

AS GRANDES CANÇÕES DO CINEMA!


A partir de hoje, vamos pegar carona no sucesso (valeu pelos views, galera!) dos programas sobre os sucessos musicais dos filmes de James Bond e relembrar grandes temas do cinema. Aquelas músicas que, logo no primeiro acorde, já nos fazem lembrar da história que embalou nas telas, ficando gravadas na nossa lembrança para sempre. Em cartaz hoje...



Não poderia haver outra maneira de começar a série sem Over the Rainbow, o inesquecível tema de O Mágico de Oz (1939), cantado pela própria  Dorothy, Judy Garland





The Circle of Life marcou a cena de abertura de O Rei Leão (1994). Composta por Elton John, não foi a única canção de sucesso do filme. Voltaremos a ele mais vezes...




Já lembrou do treinamento do Daniel Larusso, né? The Glory of Love, de Peter Cetera, foi a música-tema de Karatê Kid 2, A Hora da Verdade Continua (1986). 


Não mudem de estação!

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

SEIS DÉCADAS DE SUCESSOS COM JAMES BOND - O SÉCULO 21

E chegamos finalmente ao capítulo final da nossa jornada musical. Fico feliz de ver que a série foi uma das campeãs de acessos aqui do Rádio Matéria, e gostaria de dizer que me diverti muito fazendo, e até deu vontade de fazer uma maratona James Bond. Quem sabe eu não mudo aquela minha opinião inicial?





Em 2002, finalmente chegou a vez de Madonna aparecer na trilha de um 007. Die Another Day foi o tema de 007 - Um Novo Dia Para Morrer. 



Casino Royale, de 2006, serviu para várias novidades: mostrar o início da carreira de James Bond; apresentar Daniel Craig como o novo intérprete do personagem; e para que Chris Cornell, vocalista do Audioslave, lançasse You Know My Name



Pela primeira vez um dueto foi responsável por um tema da série. 007 - Quantum of Solace, de 2008, teve Jack White e Alicia Keys na faixa Another Way To Die. 



Para a mais recente aventura de James Bond, 007 - Operação Skyfall, de 2012,  a cantora inglesa Adele compôs e cantou Skyfall, a única música-tema da série a ganhar um Oscar de melhor canção original. 

Não mudem de estação!


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terça-feira, 20 de agosto de 2013

SEIS DÉCADAS DE SUCESSOS COM JAMES BOND - OS ANOS 90


A disputa de direitos sobre a obra de Ian Fleming fez com que os fãs tivessem que esperar longos seis anos até a próxima aventura de James Bond no cinema. Questão resolvida, a série voltou com um novo protagonista, Pierce Brosnan.




Em 007 Contra Goldeneye, de 1995, coube à consagrada Tina Turner cantar o tema Goldeneye



Sheryl Cow interpretou o tema de 007 O Amanhã Nunca Morre, Tomorrow Never Dies, em 1997. 



Fechando a década em que só tivemos vozes femininas nos temas de James Bond, The World Is Not Enough, tema de 007 O Mundo Não é o Bastante, de 1999, pela banda Garbage

Semana que vem o último capitulo da série. Não percam...

...e não mudem de estação!

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terça-feira, 13 de agosto de 2013

SEIS DÉCADAS DE SUCESSOS COM JAMES BOND - OS ANOS 80


A fase pop das músicas-tema de 007 continuou durante os anos 80. O desafio dos produtores era sempre trazer um nome de peso, ao mesmo tempo que o som tivesse apelo mesmo junto ao pessoal que não era fã da série (como eu, por exemplo).




Sheena Easton cantou For Your Eyes Only, tema de 007 - Somente Para seus Olhos, de 1981. A música foi indicada ao Oscar de Melhor Canção e ajudou a cantora escocesa a conquistar um Grammy naquele ano. 


Momento POLÊMICO na nossa lista de sucessos: Nunca Mais Outra Vez VALE ou NÃO VALE como parte da saga? Explico: em 1983, os detentores dos direitos sobre os livros de James Bond decidiram fazer um remake de 007 Contra a Chantagem Atômica, trazendo Sean Connery de volta ao papel. O donos dos direitos cinematográficos proibiram a utilização da marca "007" e do tema instrumental do personagem. A cantora Lani Hall, que não tinha nada a ver com a confusão, cantou Never Say Never Again para embalar a derradeira aventura de Connery no papel que o consagrou.  



O filme "oficial"de James Bond em 1983 foi 007 Contra Octopussy, ainda com Roger Moore no papel principal e a canção All Time High, interpretada por Rita Coolidge, era o tema. 



Para a trilha de 007 Na Mira dos Assassinos, de 1985, o conjunto inglês Duran Duran produziu 
A View To Kill.



Timothy Dalton estreou como James Bond em 007 Marcado Para a Morte, de 1987. A canção principal ficou a cargo dos noruegueses do A-Ha, The Living Daylights



Em 1989, Gladys Knight cantou Licence To Kill, tema de 007 Permissão Para Matar.

Semana que vem chegamos aos (breves) anos 90 na saga da música Bondiana. Não mudem de estação! 


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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

E A FERRUGEM ATINGIU TONY STARK...


Ninguém se empolgou muito quando o primeiro filme de produção própria da Marvel Studios foi anunciado para o verão de 2008. A adaptação de Homem de Ferro para o cinema já vinha rondando os estúdios de Hollywood  há mais de uma década, e durante um tempo até Tom Cruise esteve envolvido com o projeto. O Homem de Ferro nunca foi um personagem central da Marvel Comics, apesar de ter surgido no início dos anos 60 junto com os peso-pesados Homem-Aranha, Hulk, Quarteto Fantástico, X-Men e ter uma série mensal regular desde então. Talvez por conta dessa "pouca" popularidade, a idéia de um filme nunca tinha amadurecido de verdade, até que a própria divisão de filmes da editora resolveu focar no projeto, e escalou o problemático Robert Downey Jr. para usar a armadura dourada.  



Quase que de repente, o filme já tinha arrecadado mais de 500 milhões de dólares no mundo todo, a imagem da armadura vermelha e dourada se espalhou entre crianças e jovens, e o cinema ganhou uma nova franquia. Melhor do que isso, abriu as portas para que o Marvel Studios trouxesse para as telas todo o universo de personagens dos quadrinhos da editora (mas isso é assunto para um outro post). Robert Downey Jr. encarnou o bilionário Tony Stark com tamanha perfeição que voltou a ser um nome forte no cinema e um dos mais bem pagos atores de sua geração. 


Naturalmente - e como estamos no Rádio Matéria - vamos falar um pouco da música, que sempre foi constante e notória tanto no filme de estréia como nas duas continuações. E curiosamente, na opinião deste escriba, marcam também a derrocada CRIATIVA da série. No primeiro filme, são marcantes os temas das cenas de abertura e encerramento: Back in Black, do AC/DC e Iron Man (óbvio!) do Black Sabbath




A idéia agradou demais. Para o segundo filme, em 2010, o AC/DC preparou um álbum especial temático, com boa parte de seus clássicos. Ainda nessa linha, dois vídeos foram especialmente produzidos para promoção tanto do filme como do álbum, misturando cenas da aventura com a turnê mais recente do grupo. As músicas de destaque foram Shoot To Thrill e Highway To Hell





Em 2012, o Homem de Ferro apareceu como membro dos Vingadores, um dos maiores sucessos de bilheteria em todos os tempos (e ápice do plano da Marvel Studios). Novamente Shoot To Thrill serviu como tema do personagem, e parecia que nada mais poderia desvencilhar a imagem do herói de armadura do bom e velho rock n'roll. Maaaasss...


...lembram que eu disse "derrocada criativa" né? Pois bem. Em 2013 foi lançado o terceiro episódio da série. Curiosamente, o que mais arrecadou (mais de um bilhão e duzentos milhões de dólares) e a que menos agradou. A aventura acabou ficando em segundo plano, e a preferência do diretor Shane Black, estreando na série, foi mostrar Tony Stark agindo sem a famosa armadura e fazendo piadas nas situações mais improváveis. Opinião pessoal a parte, o nível musical sem dúvida desabou. Nem sinal de AC/DC, Black Sabbath, The Clash e Queen (essas duas apareceram de leve em Homem de Ferro 2). O tema de abertua do filme é Blue (Da Ba Dee), do Eiffel 65, grupo italiano de música eletrônica que fez sucesso no final dos anos 90 e início dos 2000. Na verdade, o próprio poster do filme era um aviso, mas ninguém levou a sério...





Não mudem de estação!

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terça-feira, 6 de agosto de 2013

SEIS DÉCADAS DE SUCESSOS COM JAMES BOND - OS ANOS 70

As orquestras e os temas instrumentais ficaram para trás. A partir dos anos 70, todos os filmes da série 007 tiveram temas populares e de muito sucesso nas rádios pelo mundo, alguns tocados até hoje.




Shirley Bassey retornou para o filme de 1971, 007 - Os Diamantes São Eternos, com o tema Diamonds Are Forever

Esta meio que dispensa apresentações. Paul McCartney (em seus tempos de Wings), compôs Live And Let Die para 007 - Viva e Deixe Morrer, de 1973.


The Man With The Golden Gun foi o tema de 007 Contra o Homem da Pistola de Ouro, cantada por Lulu, em 1974.

Em 1977, 007 O Espião Que Me Amava teve como tema Nobody Does It Better, cantada por Carly Simon. 

E para fechar a década, Shirley Bassey mais uma vez, agora com Moonraker, tema de 007 Contra o Foguete da Morte, em 1979. 

Na próxima semana, Duran Duran! A-Ha! A saga de James Bond chega aos anos 80!

Não mudem de estação!

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

BOAS VINDAS AO NOVO HOMEM SEM MEDO

Já faz tempo que eu não falo de Quadrinhos por aqui. Nesta nova fase do Rádio Matéria, vou recomeçar com uma sugestão, tanto para iniciados como para civis (sim, para os iniciados, que não é do ramo é "civil"): a nova série do Demolidor, lançada mês passado pela Panini.  


Apesar de não ser um dos personagens mais conhecidos pelo grande público, o Demolidor (no original, Daredevil) não é obscuro. Ano que vem ele completa 50 anos, e já teve até filme em 2003, estrelado por Ben Affleck e Jennifer Garner (foi quando começou o namoro do hoje casal, aliás... #NelsonRubensMode ). É a história de Matt Murdock, advogado que ficou cego ainda menino em um acidente com produtos radioativos, que lhe aguçaram todos os outros sentidos e ainda lhe conferiram uma espécie de radar. Muitas histórias já se passaram (mais de 400 edições), algumas delas muito clássicas entre os fãs, e sua saga aparentemente chegou ao fim. 


Mas mais do que personagens, esse heróis são marcas altamente rentáveis, e a série recomeçou nos Estados Unidos em 2011 com argumento do consagrado Mark Waid (com passagem por Superman, Flash, Capitão América) e arte de Paolo Rivera e Marcos Martin (mais conhecidos pelos seus trabalhos com o Homem-Aranha), chegando só agora aqui no Brasil. Você não precisa saber absolutamente nada mais do que eu disse no parágrafo anterior para curtir o gibi. O texto é ágil e bem humorado, a arte é de encher os olhos, e o roteiro é simples porém sem ofender a inteligência de quem acha que quadrinhos são feitos para crianças. Um preconceito bobo que não tem mais cabimento hoje em dia, onde as influências estão diretamente espalhadas pelo cinema, TV, internet, moda, design...


A revista tem sido premiada constantemente desde seu relançamento e continua saindo regularmente lá fora. Aqui a Panini promete lançar encadernados - com seis edições americanas cada -  trimestralmente. Cada edição custa R$ 18,90 (jabá voluntário não-patrocinado, ok?). 

Finalizando, para não deixar o programa de hoje em silêncio, as principais músicas da trilha sonora de Demolidor, O Homem Sem Medo:  For You do The Calling (que fim levou?), Bring Me To Life e My Immortal do Evanescence (banda que começou a ganhar fama internacional justamente por causa do filme). 





Não mudem de estação!

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terça-feira, 30 de julho de 2013

SEIS DÉCADAS DE SUCESSOS COM JAMES BOND - OS ANOS 60

Confesso que nunca fui fã da série de filmes inspirada na obra do escritor Ian Fleming, James Bond - 007. Achava eles forçados demais, e o personagem em si fraco, sem muita profundidade, tanto que de tempos em tempos tinha seu protagonista trocado. Claro que esta é uma opinião meramente pessoal e superficial, tanto que o personagem está aí há 60 anos (o primeiro livro foi lançado em 1953), e habita as telas do cinema frequentemente há meio século. 



Porém, duas coisas sempre me chamaram a atenção nos filmes: as obrigatórias bond-girls, sempre representadas pelas mulheres mais belas do momento; e as músicas-tema, retratando também o que de melhor havia no ramo musical. Nesta e nas próximas 4 terças-feiras iremos relembrar todas as músicas-tema dos 23 filmes "oficiais" do agente 007 (mais um "não-oficial"), que nada mais são do que uma viagem sonora pelas últimas seis décadas e suas características musicais. 

A primeira e talvez mais conhecida de todas é The James Bond Theme, composta por Monty Norman e executada por John Barry & Orchestra, desde o primeiro filme, O Satânico Dr. No, de 1962. 

Para Moscou contra 007, de 1963, foi composta James Bond is Back, de autoria e também tocada por John Barry & Orchestra. 

Em 1964, Shirley Bassey cantou o primeiro tema "pop" da série, Goldfinger, de 007 Contra Goldfinger


Tom Jones tocou Thunderball, o tema de 007 Contra a Chantagem Atômica, de 1965.

You Only Live Twice, de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes, lançado em 1967, foi cantada por Nancy Sinatra. 

Para 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade, de 1969, mais uma vez tivemos um tema orquestrado, novamente composto por John Barry.

Semana que vem, os anos 70. Não mudem de estação!

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quinta-feira, 25 de julho de 2013

O TALENTOSO JOHN TRAVOLTA

Se existe um ator vivo que esteja mais relacionado à música de seus filmes do que John Travolta eu sinceramente não conheço. Antes mesmo de estrear no cinema, Travolta parecia destinado aos musicais. Seus primeiros trabalhos foram todos no gênero, culminando em sua estréia na Broadway justamente com Grease, que anos mais tarde faria também nas telonas.



Depois de um papel secundário em Carrie, a Estranha, ele estrelou Os Embalos de Sábado à Noite e, mesmo em meio a crises pessoais (sua namorada, Diana Hyland, morreu de câncer durante as filmagens), conseguiu uma performance que lhe valeu uma indicação ao Oscar daquele ano. 





Na esteira daquele sucesso, reviveu Grease ao lado de Olivia Newton-John. Mais do que isso, cantou ao lado dela as principais músicas do filme, gravando seu nome para sempre na música mundial. 




Porém, o sucesso começou a minguar a partir do fracasso de Staying Alive - Os Embalos de Sábado Continuam, e Travolta passou a década de 80 e o início dos anos 90 fazendo comédias como Olha Quem Está Falando. 



Em 1994, Quentin Tarantino ofereceu-lhe o papel de Vincent Vega em Pulp Fiction - Tempo de Violência, seu segundo filme. Era a redenção. John Travolta foi premiado nas mais diversas categorias e associações. Coincidentemente, protagonizou (de novo!) uma das cenas de dança mais memoráveis da história do cinema.



E para não deixar dúvidas sobre sua versatilidade artística e musical, em 2007 participou da versão cinematográfica de Hairspray fazendo o papel de uma mulher, garantindo mais prêmios, durante quatro décadas diferentes. 




Não mudem de estação!


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terça-feira, 23 de julho de 2013

O MELHOR CINEASTA DO MUNDO!

Não é mera opinião. Os números não mentem jamais...


O que os dois primeiros filmes tem em comum? Além é claro de terem sido os únicos a superar a marca de DOIS BILHÕES DE DÓLARES em arrecadação, ambos são fruto da imaginação e do esmero de um ex-caminhoneiro do Canadá, que chegou a estudar filosofia, mas que decidiu o que ia fazer da vida depois de assistir Star Wars na telas do cinema em 1977.

James Francis Cameron.



Aliens (o melhor da série). O Segredo do Abismo. O Exterminador do Futuro I e II. True Lies. Titanic. Avatar. Tem filme ruim aí? E por "ruim" eu me refiro a mal feito, pouco inspirado, nas coxas, fracasso de público, maçante... Mesmo que você não goste do romance de Jack e Rose, duvido que não admire e se emocione em toda a sequência do naufrágio. Assim como pode ter achado sacal a mensagem ecológica do planeta Pandora, mas certamente ficou de queixo caído quando aquela floresta fluorescente parecia estar ao seu lado (sim, que não viu em 3D, assistiu outro filme). E olha que estou falando apenas do Cameron diretor. Não entendo o suficiente para me arriscar a analisar as inovações técnicas que ele ajudou a desenvolver, nem seu trabalho como ativista. Como se não bastasse o sucesso junto ao público, três Oscars e dois Globos de Ouro o consagram perante a crítica. 

E como o foco principal aqui é música, vamos fechar com três enormes sucessos dos filmes de James Cameron, O CARA do cinema moderno (perdão Spielberg, mas são mais de 2 milhões, e duas vezes...), todas indicadas ao Oscar, porque até pra escolher a trilha do filme ele é fera...















Não mudem de estação!


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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Os Discos Velhos de Quentin Tarantino

Que Quentin Tarantino é um cineasta genial, comum estilo próprio, e sempre capaz de surpreender a audiência todo mundo sabe. O que muita gente não percebe é que além de dominar amplamente o meio de profissão, ele é dono de uma bagagem cultural imensa, o que contribui bastante para seu sucesso. Não é a toa que as trilhas sonoras de seus filmes sempre resgatam músicas aparentemente esquecidas, levando-as de novo às paradas.


Em seu primeiro filme, Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, de 1992), Tarantino se valeu do programa K-Billy SuperSound of the Seventies para adicionar um ingrediente fundamental naquela que é uma das melhores cenas de tortura da história do cinema: "Stuck in the Middle With You", da banda Stealers Wheel, lançada originalmente em 1972:



Já em Pulp Fiction (de 1994) foi a vez de “Girl, You´ll be a Woman Soon”, que estourou nas paradas na performance da banda Urge Overkill. Mas a música é velhinha, composta por Neil Diamond em 1967. Comparem as versões:





Em Jackie Brown (de 1997), Tarantino resgatou “Across 110th Street" de Bobby Womack, lançada originalmente em 1972 como trilha do filme de mesmo nome.




Quem assistiu Kill Bill Volume 1 (de 2003), não esquece o confronto final entre a Noiva e O-Ren Ishii, ao som da batida flamenco de “Please Don´t Let Me Be Misunderstood”, na versão Disco lançada em 1978 pelo grupo Santa Esmeralda:




Pra fechar, no recente - e excelente - Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, de 2009), a música que marca um momento crucial da trama é “Cat People (Putting Out the Fire)”, lançada por David Bowie em 1982. Claro que eu não vou dizer o porquê (vai que alguém ainda não viu), mas a canção nasceu para a cena:



Até 2010! Não mudem de estação!

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Greatest Hits: Homem-Aranha

Nunca é fácil montar um “Top 10”. Pior ainda quando o material em questão é farto e de qualidade. Homem Aranha provavelmente é a série dos quadrinhos que por mais tempo conseguiu se manter no topo, não só das vendas, mas também das boas histórias. As duzentas (isso mesmo) “primeiras” edições do título Amazing Spider-Man, por exemplo, não tem uma história sequer que seja abaixo do “bem legal”.

Porém, há histórias que definem o personagem, aquelas que destacam o que ele tem de melhor, e que não modificam sua essência, aquilo que o faz diferente dos demais, o carisma que o mantém em evidência por 45 anos, não apenas na mídia em que surgiu, mas também na TV e no cinema. Foi o que eu procurei ao elaborar a lista abaixo.

Você que só conhece os filmes, tem aí um bom guia de onde começar e se surpreender. Se você já é fã e um dia alguém te procurar para perguntar “o que eu preciso ler para entender o Homem-Aranha?”, provavelmente daria a essa pessoa um volume que compilasse as dez histórias citadas abaixo. Vamos a elas:

SE ESSE FOR MEU DESTINO
(originalmente em Amazing Spider-Man #31-33, no Brasil, em Homem-Aranha #18-20, Editora Abril)

Por que é legal? Nenhuma outra história mostra tão bem os sentimentos de Peter em relação à Tia May. Com ela à beira da morte por conta de uma transfusão do sangue do próprio Peter, nada poderá impedi-lo de tentar salvar sua vida. Nem mesmo estar soterrado sob toneladas de escombros.

ESPECTROS DO PASSADO
(originalmente em Amazing Spider-Man #238/239, no Brasil em Homem-Aranha #38. Editora Abril)
Por que é legal? Mais uma vez, ele deixou um ladrão escapar. E esse ladrão encontrou o antigo esconderijo do Duende Verde. Não demorou muito para um novo vilão aparecer na cidade: o Duende Macabro. Mais violento e mais poderoso que o original.

HOMEM-ARANHA!
(originalmente em Amazing Fantasy #15, no Brasil mais recentemente em Bliblioteca Histórica Marvel: Homem-Aranha #, Panini Comics)
Por que é legal? É a origem e a primeira aparição do Aranha, ora! Fora isso, uma bela história de aventura e tragédia, em menos de 25 páginas.
 
TERRÍVEL SIMETRIA - A ÚLTIMA CAÇADA DE KRAVEN
(originalmente em Web of Spider-Man #31-32, Amazing Spider-Man #293-294 e Spectacular Spider-Man #131-132, no Brasil mais recentemente em Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha #2, Panini Comics)
Por que é legal? É o Aranha fora de seu cenário comum. Sem piadinhas, sem truques, para se ter uma idéia a história começa no velório de um ladrão. Kraven impõe ao aracnídeo a sua maior derrota. E a morte é só o começo.
MARÉ ALTA
(originalmente em Spider-Man versus Wolverine #1, no Brasil em Homem-Aranha #94, Editora Abril)
Por que é legal? Uma das mais sombrias histórias do Aranha em todos os tempos. Numa missão improvável, envolvendo espionagem, CIA, e a finada KGB, Peter Parker é levado ao limite, e nem o baixinho mais invocado da Marvel pode contê-lo.

A MORTE DE JEAN DEWOLFF
(originalmente em Peter Parker, The Spectacular Spider-Man #107-110, no Brasil em Homem-Aranha #87, 88, Editora Abril)
Por que é legal? Não é Electro. Não é o Lagarto. Nem o Duende Verde. Apenas um cara com uma espingarda e uma máscara de esquiador. E um dos maiores desafios da vida do Aranha.

NADA PODE PARAR O FANÁTICO
(originalmente em Amazing Spider-Man #229-230, no Brasil em Homem-Aranha #37, Editora Abril)
Porque é legal? Nada pode deter o Fanático. Nem chuva, nem neve, nem fogo. Ele é uma força da natureza. Mas o Aranha não acredita nisso...
 
O GAROTO QUE COLECIONAVA HOMEM-ARANHA
(originalmente em Amazing Spider-Man #248, no Brasil em Homem-Aranha #19, Editora Abril)
Por que é legal? Não há ação nesta história. Nenhuma batalha memorável. Apenas uma conversa entre Peter Parker e um garoto, Timothy, que acompanha tudo o que ele faz. E, mesmo assim, você verá do que é feito um herói.
A NOITE EM QUE GWEN STACY MORREU!
(originalmente em Amazing Spider-Man #121-122, no Brasil mais recentemente em Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha #3, Panini Comics)
Por que é legal? Trata-se do momento mais trágico e emocionante da carreira do Homem-Aranha (e, talvez, da Marvel Comics) Brilhante do começo ao fim - o título só é revelado na ultima página história - os acontecimentos da história são base para praticamente tudo o que rolou com o Aranha desde então.

MEU MELHOR INIMIGO
(originalmente em Peter Parker, The Spectacular Spider-Man #200, no Brasil em Homem-Aranha #158, Editora Abril)
Por que é legal? Provavelmente, a melhor história já escrita sobre o Duende Verde. E não estou falando sobre Norman Osborn. A relação entre Peter e Harry é muito mais interessante do que os surtos de um cientista maluco que almeja ser o chefão do crime. E tudo termina aqui.

Boa leitura! E para não perder o costume, os temas dos três filmes do Aracnídeo:

Matéria publicada originalmente no site Fanboy, em 05/05/2007.
 
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quinta-feira, 14 de maio de 2009

BatDance!

Neste mês de maio o mundo pop comemora 70 anos da criação de um dos maiores personagens de ficção da história: Batman. Mesmo idoso, a popularidade do sujeito está em alta em todos os tipos de mídia, enchendo de grana a DC Comics e a Warner.


Não vou me meter aqui a fazer mais uma matéria resumindo a carreira do morcego. Os sites especializados estão cheios delas (e eu recomendo essa aqui, bem abrangente) e todas as informações básicas estão lá. Como a proposta aqui é "musicar" os assuntos, vou falar das músicas-tema do personagem. Não trilha sonora instrumental, canções mesmo, muitas delas sucesso nas rádios.




A primeira é o famoso tema da série de TV dos anos 60. Batman Theme foi composta por Neal Hefti,e já foi regravada por Snoop Dogg, 50 Cent, Eminem, The Flaming Lips, entre outros.

Durante a produção do filme "Batman", lançado em 1989, foi contratado o astro Prince para desenvolvimento da trilha musical. O resultado foi um álbum inteiro dedicado ao filme, que foi um sucesso de vendas.




Criada no improviso, para substituir a barrada - e até hoje inédita - Dancing with the Devil, Batdance foi o grande sucesso do álbum, tendo atingido o topo da Billboard em agosto de 1989. O vídeo também foi #1 na MTV americana. Por um tempo, parecia que o mundo só falava em Batman.



Em 1992, a canção escolhida para embalar o perigoso romance entre Batman e a Mulher Gato no filme "Batman O Retorno" foi Face to Face, da banda britânica Siouxsie and the Banshees, naquele estilo "gótico burtoniano" típico.



Para o filme de 1995, "Batman Eternamente", o investimento musical foi maior. O primeiro single a ser lançado da trilha do filme foi Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me, do U2.


Depois, o tema romântico do filme, Kiss From a Rose, de Seal, que abocanhou até o Grammy, mesmo não tendo sido composta exclusivamente para o filme.



Smash It Up, do Offspring, tema do Robin de Chris O´Donell



...e Bad Days, do The Flaming Lips, tema do Charada de Jim Carey (desculpem o vídeo tosco, mas foi o único que tinha a música inteira).




Já em 1997 o grupo escolhido para tocar a música tema foi o Smashing Pumpkins, com The End Is the Beginning Is the End. Apesar do filme ser uma tranqueira, a música é bem bacana e fez um certo sucesso.

A nova safra de filmes não seguiu essa linha tão pop, preferindo focar no lado realístico da coisa, sem no entanto ofender a mitologia do personagem. Por outro lado, eu acho fascinante como um personagem criado para revistas em quadrinhos se torna tão maior a ponto de embalar e servir de inspiração para a música.

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Enciclopédia Deadpoolica



Você, meu amigo, minha amiga, que esteve no cinema neste comecinho do mês de maio, provavelmente deve ter conferido X-Men Origens: Wolverine, mostrando o início de carreira do misterioso mutante vivido por Hugh Jackman, o fã nº 1 da Sabrina Sato.

Análise sobre o filme você vai encontrar aos quilos pela internet. Aqui não vamos falar sobre seus (raros) méritos e (abundantes) defeitos. A pauta hoje é aquele carinha simpático e falastrão que só dá as caras nos primeiros vinte minutos do filme (tá, eu sei que no final ele volta de um jeito tosco, vamos esquecer aquilo), interpretado por Ryan Reynolds, o marido da Scarlett Johannson (parabéns Ryan!) : Wade Wilson, o DEADPOOL.
Deadpool surgiu no comecinho dos anos 90, na edição #98 de New Mutants (uma espécie de X-Men Junior), criado pelo roteirista argentino Fabian Nicieza e pelo "polêmico" artista Rob Liefeld (polêmico nada, ruim mesmo). A princípio, o "Merc with a Mouth" - "Mercenário Falastrão", na adaptação deste que vos fala - era para ser apenas um mercenário espertalhão que ia se pegar com os pequenos mutantinhos. Surpreendentemente, o carisma do personagem, combinado com seu humor negro recheado de referências pop, elevaram o safado a protagonista, primeiro de duas mini-séries (em 93 e 94), depois de uma revista mensal (de janeiro de 97 até 2002).


O jeito divertido e politicamente incorreto do personagem angariou fãs e segurou a difícil tarefa de manter uma série nas bancas todo mês por um bom tempo, mas logo cansou. Problemas editoriais (como o pagamento de direitos ao criador) e o próprio desgaste natural da fórmula mandaram o rapaz pro limbo. E quando voltou, foi dividindo espaço com um contemporâneo noventista, o mutante Cable (é complicado explicar esse sujeito, um dia eu tento, prometo!)



Foi o suficiente para animar o pessoal, lembrar os produtores de cinema que sua origem estava ligada ao tal projeto secreto que criou o Wolverine e...pronto! Virou de carne e osso! E até filme próprio vai ganhar (seja o que Deus quiser!)



Se o filme seguir o gibi, ou até mesmo a curta interpretação do Sr. Reynolds, vai ser bem divertido. Se resolverem dar seguimento ao que vimos no final do filme do Wolverine, podemos deixar pra lá.

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