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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

OS MELHORES CLIPES DO MUNDO - EPISÓDIO 5

Sexta-feira vocês já sabem: dia d'OS MELHORES CLIPES DO MUNDO aqui no Rádio Matéria. E hoje vou aproveitar para desenterrar algumas memórias aqui, inevitáveis quando se fala de alguma coisa que marcou época. 

Houve um tempo que não existia MTV. Nem VH1. Muito menos Youtube. Então, a forma que a gente tinha para assistir videoclipes era esperar a boa vontade das emissoras de TV aberta em passar algum. Na Globo, por exemplo, o espaço dedicado aos "números musicais" era o Fantástico, o Show da Vida, que até hoje nos assombra e nos deprime ao marcar o final do domingo.

Mas ninguém que assistia ao programa naquele domingo de dezembro de 1983 imaginava que o que estava por vir no bloco final não era apenas mais uma apresentação musical. O vídeo de quase 13 minutos deixou todo mundo de queixo caído, a molecada (da qual eu fazia parte) assustada e fascinada ao mesmo tempo, e a indústria (e o mundo pop) nunca mais seria a mesma. Acho que já adivinharam, né?



Thriller foi o último single do álbum do mesmo nome, lançado quase um ano antes. Aliás a própria idéia do filme surgiu da ligeira queda nas vendas no verão de 1983, e que Michael Jackson bancou a produção praticamente sozinho. Nem preciso dizer que as vendas aumentaram e o álbum é, até hoje, o mais vendido da história. E ainda nessa onda de exageros verdadeiros, Thriller conquistou todos os prêmios aos quais foi indicado (Grammy e MTV Awards) e foi coroado em 1999 como o melhor videoclipe de todos os tempos



Voltamos segunda-feira. Não mudem de estação!

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segunda-feira, 22 de julho de 2013

NIRVANA AIN'T THE FIRST!

Sempre que se lembra do ano de 1991 na música, a primeira coisa que vem à cabeça é o segundo álbum do Nirvana, Nevermind. Acho que nem preciso explicar para vocês o que foi o Nirvana nem as músicas do Nevermind né? A capa, uma das mais conhecidas da história, é essa aqui:



Preferências a parte, Nevermind não foi o único grande álbum daquele ano. Aliás, me arrisco a dizer que ele é muito mais valorizado hoje, à distância, com tudo que aconteceu depois, do que foi na época. Sim, eu já estava por lá. Já escutava rádio, era ligado no que tocava. E lembro muito bem do Out of Time, principal disco do R.E.M. Lembro da estréia quase simultânea do Pearl Jam e do Blur, do Blood Sugar Sex Magik do Red Hot Chili Peppers e do Achtung Baby do U2. Do "Album Preto" do Metallica, que para uns foi o fim, para outros (nos quais me incluo) o começo da banda. Todos tocaram demais, seja no rádio, seja na recém-inaugurada MTV Brasil (na época que ela fazia jus ao nome).

Mas nada, absolutamente NADA, se compara à expectativa que cercou o lançamento do(s) álbum(ns) a seguir. Foram anos de espera. Filas nas portas das lojas naquela madrugada de 17 de setembro, fazendo com que, só no primeiro dia, fossem vendidas 500 mil cópias (hoje já são mais de 15 milhões). Mais de 10 singles de sucesso, videoclipes milionários, uma turnê mundial de sucesso absurdo. Estou falando de USE YOUR ILLUSION I e II.


Era o Guns N' Roses saindo do clichê. A banda brincava com a música clássica e com o rock progressivo, com uma pitada de blues, sem esquecer a pegada hard rock. Covers de gente como Paul McCartney e Bob Dylan, baladas e a tradicional porradaria. Sete discos de platina, as duas primeiras posições da Billboard por semanas, a banda de Los Angeles tinha chegado ao seu auge.

Chega de falar...


















Mostrem-me um disco daquela época que tenha emplacado tantos sucessos que eu mudo o post (e passo a escrever sobre pagode e forró no blog).

Não mudem de estação!

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mais rápido do que qualquer um

Diante da grande confusão que está rolando no meio, decidi fazer uma revelação: Muito pouca gente sabe, mas eu já fui um grande fã de Fórmula Um. Fã mesmo, de saber todas as equipes e pilotos, pelos números e pelos capacetes. De colecionar figurinhas, a (falecida) revista Grid, a Auto Sprint italiana, e na parede do quarto quadros com os carros de Nikki Lauda, Jacques Laffite, Gilles Villeneuve e Emerson Fittipaldi (o Copersucar), além de um escudo da Ferrari arrancado da própria máquina do Lauda. Nelson Piquet e Alan Prost eram iniciantes. Ayrton Senna, Nigel Mansell, Schumacher, Rubinho e outros só apareceriam bem depois.



Como acontece com toda criança, a influência paterna foi causadora disso tudo. Por obra do destino, ele teve a oportunidade de trabalhar numa das principais patrocinadoras da F-1 da época, e assim conseguia acesso aos bastidores dos finais de semana de GP, desde os treinos de sexta-feira, até depois da corrida. Foi assim que ele conseguiu arrancar o escudo citado acima do carro e acabou conhecendo outro fã de Fórmula Um como ele, e que “por acaso” é uma das figuras mais conhecidas do século XX: George Harrison esteve no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula Um em 1979, no Autódromo de Interlagos. A música abaixo foi lançada naquele mesmo ano:


Chose a life in circuses

Jumped into the deepest end

Pushing himself to all extremes

Made it - people became his friend.



Now they stood and noticed him

Wanted to be part of it

Pulled out some poor machinery

So he worked 'til the pieces fit.



The people were intrigued

His wife held back her fears

The headlines gave acclaim

He'd realized their dreams.



Faster than a bullet from a gun

He is faster than everyone

Quicker than the blinking of an eye

Like a flash you could miss him going by

No one knows quite how he does it but it's true they say

He's the master of going faster.



Now he moved into the space

That the special people share

Right on the edge of do or die

Where there is nothing left to spare.



Still the crowds came pouring in

Some had hoped to see him fail

Filling their hearts with jealousies

Crazy people with love so frail.



The people were intrigued

His wife held back her fears

The headlines gave acclaim

He'd realized their dreams.



Faster than a bullet from a gun

He is faster than everyone

Quicker than the blinking of an eye

Like a flash you could miss him going by

No one knows quite how he does it but it's true they say

He's the master of going faster.



No need to wonder why

His wife held back her fears

So few have even tried

To realize their dreams.



Faster than a bullet from a gun

He is faster than everyone

Quicker than the blinking of an eye

Like a flash you could miss him going by

No one knows quite how he does it but it's true they say

He's the master of going faster.
A vida seguiu e eu desencanei de acompanhar Formula Um em 1994. Muito mais do que os temas da Globo, “Faster” é A música da Fórmula Um para mim. Até parece que eu estou acordando cedo no domingo...

Não mude de estação!

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fevereiro, 1997

Quando eu bolei a categoria "Memórias" para guardar aqui as lembranças que eu fatalmente iria acabar esquecendo, a idéia era começar lá de trás, com as primeiras, com as mais fragmentadas, aquelas que já estão quase perdendo a cor. Porém, esses dias me voltou uma coisa bem interessante na cabeça, e tudo por causa de uma música (sempre a música, a melhor máquina do tempo já inventada até agora), vejam só.
O primeiro ano da faculdade tinha terminado sem susto. Ou quase. Foi no primeiro ano mesmo que eu inaugurei a fase "recuperação/exame" da minha vida escolar/acadêmica, sempre aos pares, e sem repetir a matéria. Mesmo assim, o desempenho foi satisfatório e eu começava a tomar gosto pelo assunto. Próximo passo? Procurar um estágio!
Passaram as festas de final de ano, passou janeiro e, no comecinho do mês de fevereiro, uma semana antes do Carnaval, tocaram lá em casa. Entrevista de estágio no dia seguinte, as nove da manhã. Terno? Não tinha, só um velho do meu pai. Gravata então tinha uma, verde escura...do Homem-Aranha! Por sorte o desenho ficava na ponta de baixo e não apareceria se eu não abrisse o paletó. E lá fui eu. Cheguei bem antes da hora no prédio que fica na esquina da Faria Lima com a Gabriel. "Porra, se eu trabalhar aqui tô feito", era o que eu pensava enquanto esperava. Para fazer o tempo passar mais rápido, liguei meu walkman, ainda na época da fita cassete. Sei lá o que tinha acontecido, mas a fita só tocava três minutos. Era uma música e a introdução da seguinte, mais nada. Acho que ouvi aquela música três vezes seguidas, até que me chamaram para subir e, finalmente, ser entrevistado.
É difícil descrever a sensação do seu primeiro contato com um emprego "sério". E digo "sério" porque já tinha trabalhado antes, mas em coisas da família, em lugares que, bem ou mal, você tem algum apoio. Ali não, era a primeira vez que eu teria que garantir sozinho. Por sorte, as duas moças que me entrevistaram eram jovens também, e a conversa rolou bem informal, e quando viram no currículo que eu tinha experiência com desenho, fizeram questão que eu fizesse um ali na hora, no próprio, porque "a gente recebe tanto currículo igual, o seu fica diferente pra gente lembrar". Ali eu sentia que poderia dar certo...e por conta de uma coisa que não tinha relação nenhuma com o trabalho.
"A gente te liga depois do feriado". E lá fui pegar o ônibus para voltar pra casa, mais feliz por ninguém ter notado a gravata do Homem-Aranha do que pelo provável emprego conseguido. E sem conseguir tirar da cabeça aquela única música que tocava no meu walkman:

You,

Doin' that thing you do,
Breaking my heart into a million pieces,
Like you always do

And you,
Don't mean to be cruel,
You never even knew about the heartache,
I've been going through

Well I try and try to forget you girl,
But it's just so hard to do,
Every time you do that thing you do

I,
Know all the games you play,
And I'm gonna find a way to let you know that,
You'll be mine someday

'Cause we,
Could be happy can't you see,
If you'd only let me be the one to hold you,
And keep you here with me

'Cause I try and try to forget you girl,
But it's just so hard to do,
Every time you do that thing you do

I don't ask a lot girl,
But I know one thing's for sure,
It's the love I haven't got girl,
And I just can't take it anymore

'Cause we,
Could be happy can't you see,
If you'd only let me be the one to hold you,
And keep you here with me

Cause it hurts me so just to see you go,
Around with someone new,
And if I know you you're doin' that thing,
Every day just doin' that thing,
I can't take you doing that thing you do



Não mudem de estação!

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