Não é mera opinião. Os números não mentem jamais...
O que os dois primeiros filmes tem em comum? Além é claro de terem sido os únicos a superar a marca de DOIS BILHÕES DE DÓLARES em arrecadação, ambos são fruto da imaginação e do esmero de um ex-caminhoneiro do Canadá, que chegou a estudar filosofia, mas que decidiu o que ia fazer da vida depois de assistir Star Wars na telas do cinema em 1977.
James Francis Cameron.
Aliens (o melhor da série). O Segredo do Abismo. O Exterminador do Futuro I e II. True Lies. Titanic. Avatar. Tem filme ruim aí? E por "ruim" eu me refiro a mal feito, pouco inspirado, nas coxas, fracasso de público, maçante... Mesmo que você não goste do romance de Jack e Rose, duvido que não admire e se emocione em toda a sequência do naufrágio. Assim como pode ter achado sacal a mensagem ecológica do planeta Pandora, mas certamente ficou de queixo caído quando aquela floresta fluorescente parecia estar ao seu lado (sim, que não viu em 3D, assistiu outro filme). E olha que estou falando apenas do Cameron diretor. Não entendo o suficiente para me arriscar a analisar as inovações técnicas que ele ajudou a desenvolver, nem seu trabalho como ativista. Como se não bastasse o sucesso junto ao público, três Oscars e dois Globos de Ouro o consagram perante a crítica.
E como o foco principal aqui é música, vamos fechar com três enormes sucessos dos filmes de James Cameron, O CARA do cinema moderno (perdão Spielberg, mas são mais de 2 milhões, e duas vezes...), todas indicadas ao Oscar, porque até pra escolher a trilha do filme ele é fera...
Sempre que se lembra do ano de 1991 na música, a primeira coisa que vem à cabeça é o segundo álbum do Nirvana, Nevermind. Acho que nem preciso explicar para vocês o que foi o Nirvana nem as músicas do Nevermind né? A capa, uma das mais conhecidas da história, é essa aqui:
Preferências a parte, Nevermind não foi o único grande álbum daquele ano. Aliás, me arrisco a dizer que ele é muito mais valorizado hoje, à distância, com tudo que aconteceu depois, do que foi na época. Sim, eu já estava por lá. Já escutava rádio, era ligado no que tocava. E lembro muito bem do Out of Time, principal disco do R.E.M. Lembro da estréia quase simultânea do Pearl Jam e do Blur, do Blood Sugar Sex Magik do Red Hot Chili Peppers e do Achtung Baby do U2. Do "Album Preto" do Metallica, que para uns foi o fim, para outros (nos quais me incluo) o começo da banda. Todos tocaram demais, seja no rádio, seja na recém-inaugurada MTV Brasil (na época que ela fazia jus ao nome).
Mas nada, absolutamente NADA, se compara à expectativa que cercou o lançamento do(s) álbum(ns) a seguir. Foram anos de espera. Filas nas portas das lojas naquela madrugada de 17 de setembro, fazendo com que, só no primeiro dia, fossem vendidas 500 mil cópias (hoje já são mais de 15 milhões). Mais de 10 singles de sucesso, videoclipes milionários, uma turnê mundial de sucesso absurdo. Estou falando de USE YOUR ILLUSION I e II.
Era o Guns N' Roses saindo do clichê. A banda brincava com a música clássica e com o rock progressivo, com uma pitada de blues, sem esquecer a pegada hard rock. Covers de gente como Paul McCartney e Bob Dylan, baladas e a tradicional porradaria. Sete discos de platina, as duas primeiras posições da Billboard por semanas, a banda de Los Angeles tinha chegado ao seu auge.
Chega de falar...
Mostrem-me um disco daquela época que tenha emplacado tantos sucessos que eu mudo o post (e passo a escrever sobre pagode e forró no blog).
Eu nem imaginava, mas o Radio Matéria tinha leitores. E esses leitores nunca esqueceram de sintonizar a radio, mesmo com aquele sinal de estática machucando os ouvidos já ha mais de 2 anos. Toda semana, chegava para mim um relatório do Google Analytics mostrando as poucas visitas, mas elas existiam. Isso quando eu não era cobrado diretamente pelo twitter ou pelo facebook.
Preguiça? Falta de tempo? Mas eu também sofria destes males la em 2009, quando iniciei as transmissões. O que me impediria de voltar? Os assuntos são gostosos de tratar, matéria-prima não falta. Eu não deixei de gostar de musica. Nem de cinema e televisão. Tampouco de quadrinhos. Muito menos de futebol. E o Blogger agora ta muito mais simples de usar do que antes. Qual era o problema?
Querer.
Eu não queria. Agora quero de novo. E bastou começar a arrumar os links para os videos que tinham saído do ar, que o tesão voltou. Como aquele bau de coisas antigas que você abre depois de anos e se empolga com tudo que esta la. Sempre esteve, você esqueceu, mas sempre fez parte de você.
Postagens novas de segunda a sexta. Finais de semana, só alguma edição extraordinária ou plantão (em casos de insonia ou embriaguez).
Fiquem a vontade para fuçar as postagens antigas. Tem muita noticia velha (os posts sobre futebol, por exemplo) mas as demais acabaram ficando atemporais.
Ah! Ainda não consegui adicionar os botoes para compartilhar o conteúdo nas redes sociais. Essa moleza não existia quando "montei" a radio. Mas nada que um copiar/colar não resolva se quiserem espalhar por ai.
Bob Dylan compôs essa bela canção lá nos idos de 1965. Confiram a performance:
Mas até a Luciana Gimenez sabe que o forte do Bob nunca foi a voz. É o Chico Buarque do hemisfério norte: um grande letrista, mas um cantor nhé. Então, muito mais justo que a canção ganhe a interpretação que merece, por aqueles que literalmente NASCERAM para tocá-la:
Like a Rolling Stone, gravação dos Rolling Stones em 1995 é MELHOR que o original.
Não mudem de estação! As Motel Songs voltam no próximo post. ;-)
Read more...
Em 1965, Otis Redding compôs e gravou uma canção falando sobre o reconhecimento que um homem deve receber da mulher que ama. Vocês podem ouví-la logo abaixo...
Dois anos depois, a canção foi regravada por Aretha Franklin, invertendo os papéis na letra da música, tornando-a uma das bandeiras do movimento feminista, ganhando dois Grammys em 1968 e entrando definitivamente para a história da música:
Respect, gravação de Aretha Franklin em 1967, é MELHOR do que a original.
Qualquer pessoa que conheça um pouquinho de música sabe que hoje, 8 de dezembro, completam-se 30 anos do trágico dia em que o sonho acabou. John Lennon, voltando para casa depois de mais um dia de gravação, foi assassinado por um infeliz, que está preso até hoje (e que apodreça por lá).
O que muita gente não sabe é que amigos muito próximos de Lennon renderam-lhe homenagens nos anos seguintes. E da maneira mais honesta possível: por músicas!
O primeiro foi justamente George Harrison, com o single All Those Years Ago, lançado em maio de 1981. Mas a maior surpresa não foi "apenas" a homenagem em si em tão curto espaço de tempo, mas o fato de que os três Beatles sobreviventes (Harrison, McCartney e Ringo Starr) tocam na faixa, coisa que não acontecia desde Abbey Road (o último disco gravado pela banda, em 1969) e só voltaria a acontecer no projeto Anthology, em 1994.
Em 1982, foi a vez de Paul McCartney abandonar o luto e gravar Here Today, faixa do álbum Tug of War. Carregada de lembranças, a música é tocada até hoje em seus shows.
No mesmo ano, Elton John incluiu em seu álbum Jump Up a canção Empty Garden. Na opinião deste locutor, a mais bela das três homenagens. Elton foi o parceiro da última apresentação ao vivo de John Lennon, justamente no Madison Square Garden, em 1974. Antes disso, compuseram e gravaram juntos o hit Whatever Gets You Through the Night.
A nossa faixa de hoje não é a ideal para um amasso. Na verdade ela é perfeita para a AUSÊNCIA de um amasso. Você viajou, ou sua pequena mora longe, tá naquela situação chata, aquela saudade, faz o quê? Você liga para ela e canta essa aqui...
Sejam sinceros, a canção não é sobre sacanagem pura e simples. Tem muito sentimento aí. E o verso em destaque a seguir não faz feio se a homenageada (em todos os sentidos possíveis) for daquelas românticas: "I close my eyes/And see you before me/Think I would die/If you were to ignore me/A fool could see/Just how much I adore you/I get down on my knees/I'd do anything for you". Ela nem vai querer saber onde está a sua outra mão, pode acreditar!
I Touch Myself foi lançada pela banda australiana The Divinyls como single em 1990. Também está na trilha sonora do filme Austin Powers, de 1997.