quinta-feira, 4 de março de 2010

A Saga do Som-Lidário

O trágico terremoto que vitimou milhares de pessoas no Haiti em 12 de janeiro motivou o cantor/compositor Lionel Richie e o produtor Quincy Jones a lançarem uma nova versão do hit We Are The World, composta por Lionel e Michael Jackson em 1985, em benefício das vítimas da fome na África. A canção foi sucesso, arrecadou milhões e proporcionou a reunião de grandes astros da música à época, dos mais diversos gêneros musiciais. Estavam lá Bob Dylan, Willie Nelson, Ray Charles, Kenny Rogers, Tina Turner, Stevie Wonder, Paul Simon, Diana Ross, o “Chefe” Bruce Springsteen…enfim, todo mundo que era alguém no cenário musical da época, estava lá. A música ficou meses no topo das paradas do mundo todo, e levou 4 Grammy em 1986.


A comparação das versões abaixo só vem comprovar a diferença gritante do nível atual da música pop para o cenário de 25 anos atrás:






Apesar de muito bem sucedida, a iniciativa não era inédita. Em 1971, George Harrison e Ravi Shankar organizaram o Concerto para Bangladesh, no Madison Square Garden, onde 40.000 pessoas assistiram Bob Dylan, Eric Clapton, Ringo Starr, Billy Preston e outros arrecadarem US$ 243.418,51 para a UNICEF. O show está disponível em DVD desde 2005.



Na mesma época em que We Are The World foi lançada, duas outras iniciativas humanitárias ganharam as paradas: o Northern Lights, formado por artistas canadenses (como Bryan Adams, Dan Hill e Neil Young) lançou Tears Are Not Enough; e o Band-Aid, formado por astros britânicos (U2, Duran Duran, Sting, Genesis, Bananarama, Culture Club e outros capitaneados por Bob Geldoff), que veio com Do They Know It´s Christmas? O Band-Aid ainda se reuniu mais duas outras vezes, em 1989 e 2004, sempre com a mesma canção, mas anexando novos integrantes (Kylie Minogue, Lisa Stansfield, Chris Martin, Dido, Robbie Williams, Paul McCartney)





Em outubro de 2001, diversos artistas se reuniram para regravar What´s Going On, de Marvin Gaye, em prol de programas contra a AIDS na África. Bono, Britney Spears, Christina Aguilera, Alicia Keys, Nelly Furtado, Destiny´s Child e Fred Durst foram alguns dos envolvidos. A renda gerada foi dividada com o fundo da Cruz Vermelha em benefício das vítimas dos ataques ao World Trade Center, em 11 de setembro daquele ano.



Não mudem de estação!

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Os Discos Velhos de Quentin Tarantino

Que Quentin Tarantino é um cineasta genial, comum estilo próprio, e sempre capaz de surpreender a audiência todo mundo sabe. O que muita gente não percebe é que além de dominar amplamente o meio de profissão, ele é dono de uma bagagem cultural imensa, o que contribui bastante para seu sucesso. Não é a toa que as trilhas sonoras de seus filmes sempre resgatam músicas aparentemente esquecidas, levando-as de novo às paradas.


Em seu primeiro filme, Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, de 1992), Tarantino se valeu do programa K-Billy SuperSound of the Seventies para adicionar um ingrediente fundamental naquela que é uma das melhores cenas de tortura da história do cinema: "Stuck in the Middle With You", da banda Stealers Wheel, lançada originalmente em 1972:



Já em Pulp Fiction (de 1994) foi a vez de “Girl, You´ll be a Woman Soon”, que estourou nas paradas na performance da banda Urge Overkill. Mas a música é velhinha, composta por Neil Diamond em 1967. Comparem as versões:





Em Jackie Brown (de 1997), Tarantino resgatou “Across 110th Street" de Bobby Womack, lançada originalmente em 1972 como trilha do filme de mesmo nome.




Quem assistiu Kill Bill Volume 1 (de 2003), não esquece o confronto final entre a Noiva e O-Ren Ishii, ao som da batida flamenco de “Please Don´t Let Me Be Misunderstood”, na versão Disco lançada em 1978 pelo grupo Santa Esmeralda:




Pra fechar, no recente - e excelente - Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, de 2009), a música que marca um momento crucial da trama é “Cat People (Putting Out the Fire)”, lançada por David Bowie em 1982. Claro que eu não vou dizer o porquê (vai que alguém ainda não viu), mas a canção nasceu para a cena:



Até 2010! Não mudem de estação!

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Covers MELHORES que os originais - Episódio IX

Em 1961 o obscuro grupo The Top Notes gravou essa música aqui:



Um ano depois, outro grupo iniciante escolheu a canção para fechar o seu primeiro álbum:



Twist and Shout, gravação de The Beatles em 1962 é MELHOR que a original.

Não mudem de estação!

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Covers MELHORES que os originais - Episódio VIII

Lá em meados dos anos 60, a então estreante banda The Who lançou a seguinte moda:



Porém, contudo, todavia...



Substitute, gravação dos Ramones em 1994 é MELHOR que a original.

Não mudem de estação!

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Covers MELHORES que os originais - Episódio VII

Todo mundo conhece o conjunto Tias Fofinhas (Tears for Fears, para os puristas), né?




Diretamente da trilha do filme Donnie Darko:



Mad World, gravação de Gary Jules em 2001, é MELHOR que a original.

Não mudem de esatção!

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Maçã, Rock e Tragédia: Badfinger

Quando John Lennon e Paul McCartney anunciaram em maio de 1968 a criação de seu próprio selo, a Apple Corporation, com aquela premissa utópica de “nossas portas estão abertas para quem quiser produzir, mandem seus projetos!”, uma das primeiras bandas a aparecer foi The Iveys, descoberta pelo roadie (ou quinto – ou sexto Beatle) Mal Evans.


A banda chegou a lançar um single naquele mesmo ano, produzido pelo simpático Evans (que não entendia lá muita coisa do riscado). Não deu muito certo onde importava – EUA e Inglaterra. Foi aí que a banda ganhou de presente a música Come and Get It, composta pelo próprio McCartney para a trilha de “Um Beatle no Paraíso”(filme com Ringo Starr e Peter Sellers, recorrente nas Sessões da Tarde nos anos 80) e as portas do sucesso se abriram. A música alcançou o topo das paradas e mudou de nome, para não confundir com a já existente The Ivy League. Estava criado o Badfinger.













Pete Ham e Tom Evans eram as cabeças do grupo, que continuou gravando (e vendendo muito) pela Apple, inclusive depois da separação dos Beatles, seus patrões. Aliás, mesmos separados, John, George e Ringo continuaram trabalhando com Ham e Evans em suas carreiras solo.







Em 1974, como a Apple estava bem mal das pernas, o Badfinger pulou para a Warner Music, que lançou o álbum Wish You Were Here. Os novos ares não foram suficientes para sanar os problemas financeiros dos integrantes da banda, e em abril de 1975, Pete Ham cometeu suicídio. Anos depois, em novembro de 1983, foi a vez de Tom Evans dar cabo da própria vida, depois de um longo período de depressão.


Não mudem de estação!

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Covers MELHORES que os originais - Episódio VI

Episódio ESPECIAL hoje! Prestem atenção na letra dessa velha canção do folclore irlandês:


As I was a-walkin round Kilgary Mountain


I met Colonel Pepper and his money he was countin',


I rattled me pistols and I drew forth me saber,


Sayin' "Stand and deliver, for I am the bold deceiver!"


Musha rig um du rum da, / Whack fol the daddy O,


Whack fol the daddy O, / There's whiskey in the jar.

Te pareceu familiar? Ouça então essa performance da pouco conhecida banda The Dubliners:



Nos anos 70, o Thin Lizzy tornou a mesma canção um hit:


Finalmente...



Whiskey in the Jar,
gravação do Metallica de 1999, é MELHOR que a(s) original(is)!



Não mudem de estação!

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