Em 1965, Otis Redding compôs e gravou uma canção falando sobre o reconhecimento que um homem deve receber da mulher que ama. Vocês podem ouví-la logo abaixo...
Dois anos depois, a canção foi regravada por Aretha Franklin, invertendo os papéis na letra da música, tornando-a uma das bandeiras do movimento feminista, ganhando dois Grammys em 1968 e entrando definitivamente para a história da música:
Respect, gravação de Aretha Franklin em 1967, é MELHOR do que a original.
Qualquer pessoa que conheça um pouquinho de música sabe que hoje, 8 de dezembro, completam-se 30 anos do trágico dia em que o sonho acabou. John Lennon, voltando para casa depois de mais um dia de gravação, foi assassinado por um infeliz, que está preso até hoje (e que apodreça por lá).
O que muita gente não sabe é que amigos muito próximos de Lennon renderam-lhe homenagens nos anos seguintes. E da maneira mais honesta possível: por músicas!
O primeiro foi justamente George Harrison, com o single All Those Years Ago, lançado em maio de 1981. Mas a maior surpresa não foi "apenas" a homenagem em si em tão curto espaço de tempo, mas o fato de que os três Beatles sobreviventes (Harrison, McCartney e Ringo Starr) tocam na faixa, coisa que não acontecia desde Abbey Road (o último disco gravado pela banda, em 1969) e só voltaria a acontecer no projeto Anthology, em 1994.
Em 1982, foi a vez de Paul McCartney abandonar o luto e gravar Here Today, faixa do álbum Tug of War. Carregada de lembranças, a música é tocada até hoje em seus shows.
No mesmo ano, Elton John incluiu em seu álbum Jump Up a canção Empty Garden. Na opinião deste locutor, a mais bela das três homenagens. Elton foi o parceiro da última apresentação ao vivo de John Lennon, justamente no Madison Square Garden, em 1974. Antes disso, compuseram e gravaram juntos o hit Whatever Gets You Through the Night.
Bob Dylan compôs essa bela canção lá nos idos de 1965. Confiram a performance:
Mas até a Luciana Gimenez sabe que o forte do Bob nunca foi a voz. É o Chico Buarque do hemisfério norte: um grande letrista, mas um cantor nhé. Então, muito mais justo que a canção ganhe a interpretação que merece, por aqueles que literalmente NASCERAM para tocá-la:
Like a Rolling Stone, gravação dos Rolling Stones em 1995 é MELHOR que o original.
Não mudem de estação! As Motel Songs voltam no próximo post. ;-)
A nossa faixa de hoje não é a ideal para um amasso. Na verdade ela é perfeita para a AUSÊNCIA de um amasso. Você viajou, ou sua pequena mora longe, tá naquela situação chata, aquela saudade, faz o quê? Você liga para ela e canta essa aqui...
(Atenção, o vídeo acima NÃO É o clipe oficial, que vocês podem conferir aqui, traduzido )
Sejam sinceros, a canção não é sobre sacanagem pura e simples. Tem muito sentimento aí. E o verso em destaque a seguir não faz feio se a homenageada (em todos os sentidos possíveis) for daquelas românticas: "I close my eyes/And see you before me/Think I would die/If you were to ignore me/A fool could see/Just how much I adore you/I get down on my knees/I'd do anything for you". Ela nem vai querer saber onde está a sua outra mão, pode acreditar!
I Touch Myself foi lançada pela banda australiana The Divinyls como single em 1990. Também está na trilha sonora do filme Austin Powers, de 1997.
Houve um tempo em que George Michael NÃO ERA GAY! Quer dizer, já devia ser, mas parecia que não era. A verdade é que ele fazia um baita sucesso, e as meninas babavam por ele, que não fazia cerimônia e mandava ver mesmo. E não dá pra ser mais objetivo do que falar every man's got his patience/and here's where mine ends...
É o famoso PAPO RETO, percebam a situação: I'm not your father/I'm not your brother/Talk to your sister/I am a lover...Ajoelhou, tem que rezar, minha filha!
I Want Your Sex é do álbum Faith, de 1987. Também está na trilha sonora do filme Um Tira de Pesada II, do mesmo ano.
É incrível como as pessoas escolhem os seus próprios temas, a sua própria trilha sonora. A música abaixo é uma das favoritas da nossa aniversariante de hoje, e eu diria que é a que melhor a define...
Parabéns @jenny_taylor. Por ter cicatrizes no coração para mostrar. Por ter se arriscado a virar o jogo. Por não se intimidar pela dor e pela vergonha.
E por ter coragem de não ficar de fora do fogo. =)
Não mudem de estação!
PS.: Standing Outside the Fire foi lançada por Garth Brooks em 1993, no álbum In Pieces e em todas as suas coletâneas desde então.
Depois de meses, estamos de volta ao ar aqui no Rádio Matéria. E voltamos já com mais uma série de texto + música sobre um mesmo assunto, como tivemos ano passado o "Covers Melhores que os Originais" (aliás uma segunda temporada para essa série não está descartada). No entanto, dessa vez vamos apelar. Como nossa audiência ainda meio em baixa, nada vende mais do que... S-E-X-O!!
Assim, fechem a porta do quarto, as cortinas (ou não, depende da sua tara) e use o mínimo de roupa possível, pois essas são as...
MOTEL SONGS - A TRILHA SONORA DA PEGAÇÃO
Aqui você terá o setlist ideal para esquentar aqueles momentos tórridos com a sua morena (sim, este locutor as prefere) seja no sofá da sala, no quarto dos pais dela (ou dele), no carro (não é lá muito seguro, mas é BEM interessante) e, claro, até no estabelecimento que batiza essa série.
E eu não poderia inaugurar essas série senão com o homem que praticamente INVENTOU o conceito de Motel Song, Marvin Gaye!
Manjadassa...mas ainda perfeita para o serviço. Ainda mais depois que você descobre que Marvin a compôs quando tinha 34 anos...para sua namorada de 17. Afinal de contas, "there's nothing wrong with me loving you/And giving yourself to me can never be wrong if the love is true". Xavequeiro profissa é isso aí!!
Semana que vem tem mais Motel Songs. Não mudem de estação!
PS.: Vocês viram o efeito dessa balada, né? Até esqueci da parte histórica da matéria! Let´s Get It On foi lançada por Marvin Gaye no álbum de mesmo nome em 1973, e foi a segunda música mais tocada daquele ano. Vou conferir qual foi o aumento percentual de nascimentos em 1974 e aviso vocês! =P
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